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oi, que saudade de vc

Meu coração ainda dispara. Mesmo que seja pouco tempo, alguns meses é tempo suficiente pra esquecer uma coisa tão superficial. Superficial? É, SUPERFICIAL. Toda hora que a lembrança insiste em voltar eu penso “larga de ser idiota Tauana, foi tudo tão superficial e você odeia coisas/pessoas superficiais”. Mas eu não sei o que acontece, às vezes alguma coisa volta e me dá vontade de dar dois cliques no seu nomezinho e falar “oi, que saudade de vc”. Mas eu não posso, não posso simplesmento pelo fato de que eu mal te conheço, e o pouco que eu conheço é suficiente pra me fazer ter a certeza de que não vale a pena, nem mesmo pra digitar essa frasesinha.  Mas ainda assim, eu clico e fico olhando pra foto da sua janelinha e quando eu canso de olhar eu minimizo a janelinha e deixo ela aqui, esperando que por algum milagre ela resolva piscar. Mas não pisca, e já faz algum tempo que não pisca. Ai eu penso denovo “tauana idiota, como vc é boba, foi tão rápido, tão superficial”. Ai eu tento mudar meus pensamentos e lembro que eu tenho um príncipe. Mesmo que meu príncipe tb não lembre da minha existência e eu continue usando ele apenas como estepe sentimental, porque infelizmente, sozinha de pensamento eu não consigo ficar. Eu preciso de alguém, não necessariamente de presença física, mas alguém pra ser o protagonista dos meus inúmeros filminhos de amor. E ninguém melhor do que meu príncipe, porque já que meu sonho é ser princesa, ninguém melhor pra preencher meu vazio sentimental do que um príncipe. E não sei porque mas sempre que eu olho pra ele eu vejo um chapéu, daqueles de conto de fadas, de veludo azul e com uma pena imensa. Talvez, por causa disso, eu não consigo soltar mais que um ‘oi’ na frente dele e começo a ficar extremamente vermelha, algo incrível, já que eu não fico vermelha com quase nada. Ai eu lembro tb que meu príncipe tem uma pintinha no dedo, na parte de dentro da mão. E isso já é quase suficiente pra eu esquecer por alguns minutos o quanto vc me faz falta. Mas vc insiste em voltar, e nos meus sonhos é sempre vc que está. Mas eu vou superar, eu sempre supero, mesmo que demore e eu tenha que fazer um mantra e repetí-lo trocentas vezes por segundo “vc é superficial, foi tudo superficial, vc é superficial, foi tudo superficial, …”

Desculpa

Hoje minha mãe me perguntou porque eu não escrevo mais no meu blog, e eu mais que depressa respondi “aaah mãe, perdi a inspiração”. Mas o dia foi passando e a falta do que fazer me atormentando cada vez mais. Falta do que fazer extremamente inventada e forçada, porque a quantidade de coisas a serem feitas se acumulam a cada minuto mais e só de pensar que já é semana que vem..pff! Mas voltando, a falta de coisas legais e divertidas a serem feitas começou a me atormentar e eu resolvi dar uma fiscalizada no meu email. Eu tenho essa mania, guardo tudo que seja escrito: cartas, bilhetinhos, email, mensagens, até logs de conversa de msn/mirc. Isso mesmo, eu tenho uma conversa de mirc de OITO anos atrás que eu fiz questão de imprimir e guardar. Mas isso é assunto pra um outro dia. Então, comecei a ler, desde emails da faculdade até os mais românticos. Me deu saudade do meu bubuzinhaa@hotmail.com, minha conta que tinha todos meus email desde os meus 14, 15 anos. Algum infeliz fez questão de roubá-lo em 2006, acho até que ele sabia como eu gostava de ler e reler todas aquelas coisas e quis sacanear com meus sentimentos possessivos e até obsessivos pelos meus escritos. Mas passou, apesar de amargar até hoje com este acontecido e esperar que alguém, algum dia, me dê a notícia que o bubuzinhaa está lá, com todos meus contatos de msn, meus arquivos de conversas, meus emails escritos por mim e pelos outros. Voltando, eu fui ler meus emails de 2006 até hoje e vi como eu sou má. Engraçado, parece que eu pago tudo que eu falo com a mesma rapidez de um trem bala. Ontem mesmo eu falei “nossa mãe, eu não sou nada má, às vezes eu me acho até boazinha demais com os outros, não consigo ficar espizinhando(?) e nem tratar alguém muito mal, mesmo que essa pessoa mereça”. E não é que hoje, do nada, me bateu uma vontade de reler meus emails e eu constatei que eu estava extremamente enganada com a minha afirmação de ontem. Mas pelo menos eu já sei que meu problema é de ordem sentimental. Ou seja, eu sempre soube do meu oitavo pecado capital, e é justamente ele que me faz ser tão cruel. Eu sou extremamente leviana com o sentimento dos outros em relação a mim. É claro que para isso eu tenho que ter algum motivo que me faça liberar meu lado Cruela de ser. Me deu vontade de escrever para cada uma daquelas três pessoas pedindo desculpas e falando com toda certeza “olha, naquela época eu fui tão grossa, mas eu queria te pedir desculpas porque eu sei como você deve ter se sentido, e só de pensar nisso eu já me sinto extremamente mal”. Eu juro que escreveria, mas tenho certeza que caso essas pessoas lembrassem do que eu estava falando, poderia acontecer uma reviravolta desnecessária, e que eu não faço questão nenhuma que aconteça.

Se eu pudesse eu voltaria exatos 4 anos atrás e mudaria uma coisa. Se eu pudesse eu voltaria exatos 36 dias atrás e mudaria uma coisa. Se eu pudesse eu voltaria. Se eu pudesse voltar, eu faria algumas coisas de outro jeito. Completamente diferente. Talvez, se eu pudesse voltar, e mudar, hoje eu não estaria assim. Nem tanto pelos 36 dias, porque esses eu ainda não perdi toda a esperança. Mas aqueles outros anos…se eu pudesse eu seria mais forte pra não desistir tão fácil. Se eu pudesse escolher, eu queria ser mais pentelha. Ir atrás do que eu quero sem medo, sem fraqueza. Se eu pudesse, eu voltaria. Se eu pudesse, eu voltaria e falaria tudo o que eu quero. Eu faria tudo que eu quero. Agora, eu poderia estar naquele banco, indo praquele lugar. Talvez nem tudo seria diferente, talvez eu nem iria, talvez ele nem estaria lá. Talvez ele nem seria tão importante. Mas ainda assim, se eu pudesse, eu voltaria.

dobra,

Última vez que eu escrevo hoje, enquanto eu escuto a música pela penúltima vez (de hoje).

Em homenagem a minha prima, que tem um brilho todo especial (como eu) kkkkk, que tem a cabeça que só pensa idiotices (como eu), e que tem a criatividade pra criar babaquices lá no topo do pico (como eu)!

Pra constatar nossa musiquinha do dia, com direito a ritmo de pagodinho e coreografia feeera:

aaaaaaaaaaaaaaaaaaai eu esqueci a música! q bosta!

então pra finalizar, mesmo sem musiquinha:

mumumumumumuumumumumumumumumumumu! meu pepepepepepepepepepepezim kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiai ;D

 

recadinho especial: DOBRA, REDOBRA, ENFIA NO SEU TOBA   ;P

aiai, ter classe e sutileza é tudo nessa vida!

 

 

Depois de quase 1 ano, eu consegui descobrir o nome da música. Eu não, meu pai, a quem eu vou ser eternamente grata por ter forçado as vistas pra ver as letrinhas dos creditos no fim do programa: TIM KAY.  

Mas eu até acredito que ele possa ter se arrependido do ato, porque tem exatamente dois dias que eu escuto a mesma música repetidas vezes. Tudo bem que na propaganda ela parece ser bem mais emocionante, mas foi a descoberta feliz do momento. Ainda bem, porque o chocolate branco já tava enjoando. O problema é que eu não consigo parar de escutar, não consigo mesmo, é mais forte que eu. A música mal acaba e lá vou eu apertar o play denovo. Eu ando muito obsessiva mesmo, pior do que eu imaginava. E pra piorar, ainda tem aquele outro caso. Parece que só porque ficou claramente e perceptivelmente impossivel, eu quero mais ainda. Não só por causa disso, mas é porque quanto mais eu penso na história, e no início e no meio e no quase fim, mais me dá agonia por não entender a realidade dos fatos e quanto mais eu penso, mais eu lembro, ai é uma bola de neve. E a culpa de tudo isso não é minha, não mesmo. Hoje, no estacionamento, eu literalmente parei pra pensar. Me dei 3 minutos de lembranças recentes intensas. Tentei lembrar de cada detalhe, mas minha memória anda péssima. Eu queria ter o poder de gravar, pra depois ficar repetindo tudo pra mim mesma. Já que eu tenho a mania de repetir tudo o tempo todo, minha cabecinha podia me ajudar nessa. Mas então, não lembrei. O tempo passou, e eu parada dentro do carro, olhando pro nada, tentando resgatar uma cena (mto sem graça por sinal) que tinha acontecido há menos de 40 minutos. Não lembrei. Mas no carro o Nenhum de Nós cantava ‘tudo beeeeem se não deu certo, eu acheeei que nós chegamos tãaao perto, mas agora com certeza eu enxergo que no fim eu ameeeeei por nós dois”. Amar também não né, nem tanto. Mas pra todo momento tem que ter uma trilha sonora, e essa caiu muito bem.

Anta

Como eu sou buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuurra.

Idiota e retardada.

 

Sonho – parte 1

Eu não quero citar o fato de que hoje, mais uma vez, é domingo. E que por ser domingo hoje é dia de..

Hoje vai ser diferente, porque hoje mais do que zefa eu estou com sono. Talvez pelo fato de que eu acordei às 7 da manhã pra ir pro clube tomar o café da manhã de dia das mães. Mas talvez seja também pelo fato do meu sonho ter sido intensamente movimentado essa noite. Meu sonho não me deixou durmir direito, eu até achei que estivesse acordada a noite toda do tanto que foi real. Do tanto que foi emocionante. Eu acordei até feliz, até perceber que eu realmente estava acordando, e que foi tudo um sonho e não um desejo realizado. Mas tudo bem, tudo bem que no final, na hora mais emocionante e mais esperada das minhas 8 horas ininterruptas de história sonhada, quando, enfim, chegou no ápice de tudo, no desenrolar da alegria tão esperada..cocoricocóooooooooooo! A merda do galo que tem dentro do meu celular destrói tudo! E por incrível que pareça ao invéz de acordar puta da vida e revoltada com o fato dos sonhos sempre acabarem nas melhores horas e destruirem até a realidade utópica, ao invéz disso eu acordei feliz. Porque hein? Tudo bem que a felicidade durou o prazo de entrar debaixo do chuveiro com aquela água quente queimando meu couro cabeludo e começar a analisar o que tinha acontecido. Ai bateu uma raiva imensa. Não do sonho ter acabado na melhor parte, mas a raiva de eu ter sonhado com uma coisa tão boa, e no fundo ser só um sonho que acabou na melhor parte. Eu até gostaria de escrever meu sonho aqui, mas eu não lembro de tudo. E se eu fosse tentar escrever eu iria começar a inventar, sem querer é claro. E o pior é que eu iria acreditar na minha história inventada e meu sonho ia virar um filminho imaginário, daqueles extremamente bem feitos. E a chateação pelo fato de não ser real ia aumentar ainda mais. E, pensando bem, mesmo se eu lembrasse de todos os detalhes eu não contaria pra ninguém. Mesmo eu tendo virado uma verdadeira carolinha de umas semanas pra cá, eu continuo egoísta o suficiente pra não querer dividir meu sonho com ninguém. Se bem que eu até dividiria com alguém, uma única pessoa. But, il ne veut pas savoir. Je pense que non. Je suis sûre qu`il est très heureux, même sans savoir du mon rêve. Même sans moi. Aiai, como eu ando romântica.

Eu tenho uma incrível capacidade de sentir saudades. Tão grande quanto a de pensar. Quando eu falo que eu penso muito eu não estou querendo dizer que eu sou inteligente demais ou tenho raciocínio rápido. Muito pelo contrário, meu raciocínio às vezes parece ser tão lento que eu preciso parar pra pensar. Literalmente. É como se me faltasse energia, e eu fosse me perdendo aos poucos nos meus pensamentos. E meu raciocínio nem é tão lógico quanto parece. Às vezes a lógica do meu pensamento é inversamente proporcional à quantidades deles na minha cabeça. Eu penso cerca de 20 merdas por minuto. E tem até sigla: m/m. Talvez por pensar tanto, eu sinta tanta saudade das coisas. Hoje, por mais que eu tentasse me prender em coisas mais importantes e agoniantes, eu me perdia nas minhas lembranças. Lembranças até recentes. Muito recentes, pra ser mais exata. Por exemplo, eu tenho saudades de quando eu tinha 16 anos e andava pelo Goiânia Shopping chupando pirulito big big de morango pra cima e pra baixo com as minhas amigas, como se aquilo fosse a atitude mais cool do mundo. E de quando, também aos 16 anos, sentar no chão da escola era coisa de gente inflamadinha. E eu me sentia o máximo fofocando com a minha turminha de amigas. É claro, todas nós sentadas em círculo no meio da quadra, literalmente no meio do pátio da escola.

Mas hoje, por incrível que pareça, minha nostalgia bateu antes do tempo. Meus 21 anos estão me dando uma saudade danada. E olha que eles praticamente acabaram de começar. Nessa idade eu tenho a oportunidade de estacionar o carro aonde eu quiser no estacionamento da faculdade. E é óbvio, que com 21 anos eu ainda posso sair da aula só pra voltar no estacionamento e rodar várias vezes até conseguir colocar o carro no lugar ideal. Se é que alguém me entende. Eu posso ainda dar um tempo nas minhas preocupações. Quando elas começam me atormentar demais eu penso que é a hora da pausa, e as m/m começam a surgir. Meus 21 anos me deram essa liberdade de escolha. Agora eu consigo pensar no que eu quero, mesmo que às vezes meus pensamentos ainda continuem achando que eu sou aquela menininha subordinada, que só pensa no que eles querem. Aí eu faço jus aos meus 255 meses de vida, e mando eles irem pra puta que pariu, porque eu odeio que mandem em mim. É ai que eu me liberto de mim mesma. Que saudade me dá de ficar esperando uma ligação que eu sei que nunca vai acontecer. Mas eu ainda espero porque eu já tenho todo o diálogo pronto, e se ele não acontece na vida real, é bom que aconteça pelo menos nos meus pensamentos. Porque desperdiçar respostas tão boas quanto essas que eu daria, é (me perdoem a repetição!) um verdadeiro desperdicio. Então eu fico, minutos e minutos pensando em cada respostinha. E penso também em todas as váriveis delas. E, é claro, que depois teria um encontro. E eu penso na roupa, no perfume, nas pulseiras, qual relógio combinaria mais com a situação, e até no sorrisinho sem graça do cumprimento. Ter 21 anos me dá a liberdade de ficar extremamente irritada porque eu tenho uma aula absolutamente chata no outro dia. Me dá a escolha de ir ou não essa aula, e se eu for, de entrar ou não na sala. E mesmo que eu escolha ir, me dá o poder de reclamar o tempo inteiro. Porque com 21 anos eu posso ser chata, sem ser velha. Me dá também a liberdade de ter, não todos, mas alguns dos sonhos que eu tinha na minha infância. E uma grande probabilidade de poder realizá-los ainda. Só com 21 anos eu posso reclamar que eu estou com sono porque fiquei até duas horas da manhã vendo o que o Derek ia aprontar com a Meredith dessa vez. E ainda afirmar com toda certeza no outro dia que mesmo sendo um sem vergonha, ele tem o sorriso sem covinhas mais gostoso do mundo. E paralelamente a isso pensar na minha monografia, o que é aterrorizante. Eu posso chegar em casa e reclamar que meu pai não pagou a conta do meu celular, o que é um absurdo, porque a única coisa que ele tem pra preocupar é pagar contas (o que não é nada mole). Então ele não tem o direito de me deixar sem celular. Como que esquece da única obrigação? Ter 21 anos me dá o direito de preocupar que meu pai não pagou a conta do meu celular. E se alguém me ligar e eu não ver, como que eu vou retornar? Se alguém me ligar e eu não ver como que eu vou retornar e tornar real todo o diálogo já preparado na minha cabeça? Ter 21 anos é bom porque por mais que eu esteja extremamente tensa com a vida e com as preocupações que o futuro me traz, eu posso me dar um tempinho pra relaxar e me dar o direito de viver meus 21 anos com todas as futilidades emocionais que essa idade me proporciona. Idade que eu só vou ter uma vez na vida, que já tá passando e que me aperta o coração de tanta saudade.

 

Mais uma semana passou, e que semana estranha! Parece que ela começou e parou na segunda feira, porque eu não me lembro de mais nada que tenha acontecido depois. Hoje eu não estou conseguindo fazer nada, nem pensar. E olha que eu sou muito boa no quesito pensar, mas hoje, eu realmente não estou conseguindo raciocionar, quem dirá raciocinar com lógica. Acho que essa monografia está tirando minha lucidez! E é só eu pegar nas milhares de folhinhas rabiscadas e tentar começar algum texto que tudo embaralha na minha cabeça. A única coisa que acontece é surgir um choro agoniado lá do meio do meu estômago, e ele vai subindo rapidamente até a garganta ficar travada, o nariz começar a coçar e quando as lagrimazinhas vao chegando no olho eu dou um jeito de pensar em outra coisa porque senão vira uma tragédia. Tem exatamente 5 dias que eu estou tentando escrever o primeiro texto, mas não sai nada além de ”A saúde pública é um tema muito presente nos noticiários”. Nada mais óbvio e ridículo que isso. E fica por ai também. O mais desesperador é que eu preciso de um texto de duas páginas para amanha e a única coisa que eu consigo é uma frase absolutamente horrorosa como essa!!!!!!!

E quando eu tento mudar o rumo do meu pensamento pra tentar relaxar um pouco, surge a Meredith com a bosta do “so pick me, choose me, love me”…q merda! E além disso, eu ainda fico fazendo listinhas na minha cabeça de quantas pessoas eu conheço que namoram e a média que esses namoros duram..como se a duração média de um namoro fosse a média aritmética da duração do namoro das pessoas que eu conheço que namoram. Tudo isso pra forçar o aparecimento de uma luz nesse meu pessimismo absoluto! Até agora o número que eu cheguei foram 5 meses..mas 5 meses demoram tanto pra passar! E se durar 2 anos? E se casar? Porque infelizmente tem namoro que a gente acha q não vai dar em nda..mas acaba dando em familía!

Será que se eu fizer uma monografia sobre a média aritmética do tempo de namoro das pessoas que eu conheço que namoram e colocasse um namoro- base de estudo, ficaria mais interessante do que meu atual  comunicação e saúde pública? Eu tenho algumas idéias.

-> objetivo geral: demonstrar se a duração do namoro de (nome dos namorados) é a média aritmética da duração de todos os namoros de pessoas conhecidas da pesquisadora.

–> metodologia: utilizar de todos os métodos conhecidos para terminar o namoro - base e assim demonstrar que namoro pode ser sim uma relação matemática e não apenas emocional.

Talvez na metodologia eu seria forçadamente impulsionada a fazer alguma coisa. Alguma coisa mais real e menos teórica que ficar escrevendo “so pick me, choose me, love me” por todos os cantos. Porque isso definitivamente não leva a nada.  

Resumindo, eu não sei o que tá pior. Esses dias aconteceu um fato interessante, eu não sei se eu sonhei ou se realmente aconteceu, mas tinha alguem dentro de uma piscina enoooooorme cheia de sorvete e coberturas de vários sabores. Eu lembro que quando eu vi a cena eu pensei “que nojo!”, mas agora eu bem que queria cair dentro de uma piscina dessas. Será que eu vi em algum lugar ou foi sonho? Eu realmente não lembro. Pode ser também que eu tenha inventado isso agora, porque eu tenho a péssima mania de inventar as coisas e depois acreditar que aconteceu.

Talvez toda essa agonia e falta de coerência seja porque hoje é domingo, e domingo é dia de tauana zefa, tauana chata, tauana de pijama. Justamente do jeitinho que eu me encontro agora.

 

 

Vas te faire foutre

Depois reclamam de mim, mas olha só.

Aos 11 anos eu e minha irmã descobrimos Raimundos. Aqueles msm, que cantavam “Minha sereia da pedreira eu fico com tanta saudade de você. Por isso só penso em te fuder a noite inteira”. A gente amou. Na época, ela pediu um CD emprestado pro amigo dela, porque meu pai, até então, só comprava Sandy & Junior.  A gente ouvia o dia inteiro. Eu com 11 anos e ela 13.

Entre meus 13 e 16  anos eu fui apaixonada em um menino que de 10 palavras que falava, 8 era palavrão. Foi aí que eu aprendi todas as conjugações do verbo “fuder”. Foi ai tb que eu comecei a me encantar pelo “filho da puta”. A gente passava o dia, a tarde e a noite toda conversando. Aprendi, e consequentemente incorporei ao meu, o extenso vocabulário dele. Além disso ele me mostrou um outro lado da vida. Existia Nirvana, Alice in Chains e Bush. Meu primeiro amor era grunge e bem “to nem ai pra tudo”. Daqueles que tem cabelo comprido, andam de all star e a calça tão baixa que mostra toda a cueca. Eu achava lindo. Continuei sendo a mais patricinha e nerd da escola, mas é claro, agora eu falava palavrão. Nosso romance não deu muito certo. Ele queria namorar comigo, eu tinha vergonha de beijar. Namoro sem beijo não dá, ele deixava bem claro. Ele viajava e me ligava, ia na minha casa sempre, subia, conversava com meu pai e minha mãe. Era todo mundo fã do menino. Inclusive eu, apaixonaaada, mas só de pensar em ter que beijar..não dava! Ele desistiu, é claro. Entre idas e vindas, encontros e desencontros, a gente nunca conseguiu se acertar. Mas muita coisa ficou, entre elas o vai tomar no cu, caralho e vai se fuder. Tudo herança do meu primeiro amor.

Nesse meio tempo, aos 15 quase 16, eu fui pro Rio de Janeiro passar as férias. Fiquei 40 dias por lá. Inseri o porra. Nunca vi uma família que gosta tanto de uma palavrinha feia como essa minha de lá. Aprendi, e eles achavam o máximo. Eu toda pequenininha, tão meiguinha e tão cheia de ‘atitude’.

 Com 17, 18 anos eu e minha irmã só nos cumprimentávamos com o dedo do meio, aquele mesmo. Qualquer coisa era motivo pra falar “vai tomar no cu, sua idiota”. No começo meu pai assustava, minha mãe falava que palavrão não era coisa de menina. Mas como as palavrinhas eram sempre seguidas de uma risadinha, eles foram se acostumando. Com 19 eu resolvi parar. Todo mundo brigava comigo. Tive um namorado que não suportava, não achava nem graça. Pra ele era inaceitável uma menina tão pequenininha, com um rostinho tão bonitinho falar tanta coisa feia. Mas como eu estudava frances, logo aprendi a chingar fazendo biquinho. Ele não sabia o que eu tava falando, e eu me libertava.

De uns tempos pra cá eu tenho tentado parar. Juro que tenho. Mas é tão complicado. Eu vejo outras meninas falando e acho horrível. Sério, mulher não devia falar palavrão. Mas é quase um vício. E o pior, daqueles que no fundo a gente gosta. Eu tenho que assumir que, pra mim, não tem nada mais charmoso que ouvir um menino falando “que caralho esses cara filho da puta!” Desse jeitinho, precisa nem ter concordância. Ou então “que desgraaaaaça véi!”. Eu sei, eu não devo ser normal. Mas só de falar palavrão já ganha uns pontinhos comigo. Talvez seja a criação. Será que existe criação amorosa?

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